Dicas

 
Hálux Valgo (Joanete)

Dr. Guilherme Gouget

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Essa deformidade tem impulsionado o desenvolvimento de inúmeras técnicas cirúrgicas nas últimas décadas, objetivando alcançar melhores graus de correção e menores possibilidades de recidiva. São mais de 130 técnicas cirúrgicas descritas.

 

Sua incidência é em torno de 4% na população geral, acomete principalmente adultos do sexo feminino (15:1), com uma bilateralidade de 84%, e está associada a uma história familiar positiva. Os fatores etiológicos extrínsecos envolvidos são o uso de calçados inadequados com câmara anterior estreita e salto no retropé, o que favorecerá a formação da deformidade.

Dentre os fatores intrínsecos destaco a hereditariedade, a morfologia do pé, as inclinações articulares e o formato curvo do 1º metatarso, e a frouxidão ligamentar, com hipermobilidade do 1º raio. Doenças sistêmicas neuromusculares ou reumatológicas também são fatores intrínsecos envolvidos na etiologia.

As manifestações clínicas serão: o desalinhamento do hálux, a reação inflamatória na proeminência medial e dor. Poderá ocorrer deformidades nos dedos menores devido à transferência de carga, gerando calosidades plantares e deformidades dos dedos.

Os exames radiográficos são fundamentais para o planejamento cirúrgico.

 
Neuroma de Morton

Dr. Guilherme Gouget

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Neuroma de Morton é o nome que se dá a uma lesão que ocorre em um nervo do pé, mais especificamente no nervo que passa entre o terceiro e o quarto dedo.

Ao contrário do que algumas pessoas podem achar, não há nenhum sinal exterior de que uma pessoa está com neuroma de Morton. É comum ligar esta condição à formação de um "caroço", mas o que acontece não é exatamente isso. Uma pessoa com neuroma de Morton sente como se estivesse com uma pedra no sapato, embora isso não seja visível. Pode haver também queimação, formigamento e dormência na região afetada pela lesão.

Diversos fatores de risco podem elevar as chances de uma pessoa vir a desenvolver neuroma de Morton:

- Sapatos com salto alto ou sapatos que são muito apertados colocam pressão extra sobre os dedos do pé, aumentando as chances de neuroma de Morton.
- Atividades esportivas de alto impacto, como corrida, e esportes que exijam o uso de sapatos mais apertados, como esqui ou escalada.
- Joanetes, pé chato, arcos altos do pé e outras deformidades estão em maior risco de desenvolver neuroma de Morton também.

 
Osteoporose

Dr. Marco Pinheiro

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A osteoporose é uma doença silenciosa caracterizada pela fraqueza e fragilidade dos ossos que na maior parte das vezes, só é diagnosticada após a ocorrência de sintomas como fraturas. Ela é uma doença que ainda não tem cura, mas seu tratamento pode melhorar muito a qualidade de vida do indivíduo, diminuindo o risco de fraturas e de
doenças associadas.


A osteoporose pode ser dividida em primária, secundária e idiopática. Chamamos de osteoporose primária aquela de causas naturais, ou seja, que é causada pelo envelhecimento ou pela menopausa. Já a osteoporose secundária é aquela que ocorre em decorrência do uso de medicamentos e de algumas doenças. Quando não conhecemos as
causas, ela é chamada de idiopática. 


Com o envelhecimento existe naturalmente a perda de elementos minerais nos ossos, a chamada perda óssea. Nas pessoas com osteoporose essa perda é muito mais significativa levando a fragilidade dos ossos e consequentes fraturas. Fatores de risco como histórico familiar de osteoporose, maus hábitos de vida como o tabagismo, alcoolismo, a falta de atividades físicas além da baixa ingesta de Vitamina D e Cálcio, contribuem para que tanto mulheres quanto homens desenvolvam a doença. Antes da menopausa, a mulher fica mais protegida pelo estrogênio, importante hormônio feminino que ajuda na conservação dos ossos. Na menopausa, a diminuição desse hormônio facilita a diminuição da massa óssea. Já no homem a queda de taxas do hormônio testosterona, fatores genéticos, edentarismo, associado a outros fatores citados anteriormente, também leva a osteoporose. 


Para a realização do diagnóstico médico, além de uma boa anamnese, o exame mais indicado é a densitometria óssea, exame que avaliará a perda da massa óssea do paciente além de ser fundamental para o acompanhamento do avanço da doença. Tratamento da osteoporose deve ser realizado pelo médico, após diagnóstico de cada caso em questão. Com uso medicamentoso, que se fizer necessário.


Para prevenção, ou redução de danos da osteoporose, dieta e hábitos de vida saudáveis são recomendados. Pessoas que apresentam uma dieta com níveis de cálcio adequados possuem um menor risco de desenvolverem a osteoporose. Isso ocorre principalmente porque esse mineral evita a reabsorção óssea e fortalece os ossos. O cálcio pode ser encontrado em diversos alimentos principalmente no leite e seus derivados, verduras escuras como brócolis, couve, espinafre, etc. O álcool, o cigarro e o café devem ser evitados. Exercícios e atividades físicas são fundamentais. Além de ajudar na prevenção, os exercícios auxiliam no fortalecimento da musculatura promovendo ganho de força
e equilíbrio melhorando o reflexo e a marcha, reduzindo assim o risco de quedas. Essas atividades devem ser realizadas pelo menos três vezes durante a semana e devem possuir duração de, no mínimo, 30 
minutos.


A recomendação de suplementação medicamentosa deve ser prescrita pelo médico. Alguns alimentos (como salmão, atum, sardinha e ovo) também são fontes da vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% de toda a vitamina D que o corpo recebe. Ela é formada na pele pela ação dos raios solares (incluindo assim banhos de sol por cerca
de 15 a 20 minutos, até as 10 da manhã e após 17 horas ). O ideal é se expor ao sol todos os dias, para sintetizar uma quantidade suficiente de vitamina D. Infelizmente, o uso do protetor solar prejudica a absorção da substância por meio da exposição ao sol. Você pode passar o protetor no rosto e deixando as pernas e braços sem, desta maneira as
quantidades de vitamina D ainda estão garantidas. 
É importante ressaltar que a vitamina D também pode ser produzida em laboratório na forma de suplemento, para ser utilizada por pessoas que apresentam deficiência da substância. Este tipo de tratamento deve ser realizado somente por médicos, pois o consumo em excesso
da vitamina por conta própria pode causar problemas para a saúde.

 
Orientação complementar para alongamento da coluna cervical

Dr. Iêda Couto

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Grande parte dos pacientes com queixas de dor crônica na coluna cervical podem se beneficiar com a prática de exercícios de alongamento. Contudo, é fundamental conversar com o seu médico antes de iniciar qualquer programa de exercícios para que algumas causas que necessitam de um tratamento mais específico possam ser identificadas e devidamente tratadas. Nos casos indicados, os exercícios a seguir listados auxiliam na melhora dos sintomas:

Exercício nº 1: Faça movimentos suaves de rotação da cabeça, dentro do limite da dor, para ambos os lados, repetindo 10 vezes para cada lado.

Exercício nº 2: De pé, flexione o pescoço até sentir o alongamento da musculatura de trás do pescoço. Mantenha a posição por 15 segundos, relaxando depois. Repita por mais quatro vezes.

Exercício nº 3: Em frente a um espelho, eleve os dois ombros e mantenha por 15 segundos. Relaxe por 10 segundos e repita o movimento até completar 10 vezes.

Exercício nº 4: Segure a cabeça com a mão e incline para o mesmo lado, até sentir o alongamento da musculatura do pescoço. Relaxe, e troque de lado. Repita mais quatro vezes para cada lado.

Exercício nº 5: Gire a cabeça até o limite e mantenha por 15 segundos. Inverta o lado. Repita mais três vezes para cada lado.

Exercício nº 6: Levante as mãos e leve os braços para trás, de modo que os omoplatas se juntem, durante 15 segundos. Relaxe por 15 segundos e repita o movimento até completar cinco vezes. "

 
Exercícios para alongamento para coluna lombar

Dra. Ana Paula Bernardes

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A dor lombar é um problema bastante comum, afetando inúmeros pacientes jovens, frequentemente relacionada a erros de postura, principalmente no trabalho e falta de atividade física regular. Os alongamentos da coluna lombar podem ajudar na diminuição da dor, porém é fundamental que o paciente seja avaliado criteriosamente para que outras causas possam ser descartadas. Dessa forma, sempre converse com o seu médico antes de iniciar o programa de exercícios abaixo:

 

Exercício nº 1: Deite, de preferência no chão com um colchonete, e puxe um dos joelhos de encontro ao peito, mantendo-o assim durante 15 segundos. Repita, alternando os lados, cinco vezes.

Exercício nº 2: Ainda deitado, deixe cair os joelhos para um dos lados enquanto vira a cabeça para o outro lado. Mantenha a posição por quinze segundos. Repita o exercício cinco vezes para cada lado.Exercício nº 3: Em frente a um espelho, eleve os dois ombros e mantenha por 15 segundos. Relaxe por 10 segundos e repita o movimento até completar 10 vezes.

Exercício nº 3: Na posição indicada na figura, contraia a musculatura abdominal e glútea durante 5 segundos. Relaxe por dez segundos e repita novamente, até completar 10 repetições.

Exercício nº 4: Sem retirar as costas do chão, levante os quadris mantendo a posição por quinze segundos. Repita por 10 vezes o mesmo exercício.

Exercício nº 5: Com os braços cruzados, contraia o abdome levantando ligeiramente o tronco do chão, soltando o ar pela boca. Retorne lentamente, inspirando pelo nariz. Repita a sequencia por 10 vezes. Faça uma pausa de 30 segundos e repita mais 10 vezes.

Exercício nº 6: Deitado, estique os braços, conforme a figura, acima da cabeça, mantendo a tração por 15 seg. Relaxe por 10 segundos e repita novamente o movimento por mais quatro vezes.

 

Observação: Durante as atividades diárias, evite permanecer longos períodos na posição sentada, procurando não ultrapassar uma hora na mesma posição. Evite também flexionar a coluna para apanhar objetos no chão; caso isso seja necessário, flexione os joelhos, mantendo a coluna reta, até alcançar o objeto. Não realize esforços que produzam dor durante o período de tratamento.

 
Orientação para pacientes em tratamento com
imobilizações gessadas

Dr. Guilherme Dottori

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É fundamental para o seu tratamento que você atente para algumas recomendações em relação ao gesso. O gesso, na verdade, demora de 24 a 48 horas para secar totalmente, dependendo das condições do clima. Assim, você só deverá apoiar o gesso após dois dias, principalmente se estiver usando uma bota gessada, salvo exista orientação contrária de seu médico. Sempre que possível mantenha o membro imobilizado elevado, facilitando a circulação e a diminuição do edema (inchaço). Na hora do banho, procure protegê-lo ao máximo (o gesso molhado enfraquece e torna o tratamento ineficaz). Utilize sacos plásticos para evitar o contato com a água. Não coloque nenhum objeto dentro do gesso, como canetas, réguas, dentre outros - podem produzir ferimentos na pele com consequências graves, como infecção. Procure movimentar as articulações próximas a região imobilizada, que estão livres, várias vezes ao dia. Caso o gesso esteja apertado, a dor aumentando ou você comece a apresentar febre, procure imediatamente o seu médico. Em hipótese alguma retire o gesso sem autorização médica, isso poderá comprometer gravemente o seu tratamento.

 
Alongamento para pacientes com Fascite Plantar

André Siqueira

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Antes de iniciar os exercícios abaixo converse com seu médico, ele é a pessoa indicada para orientá-lo.

 

Exercício nº 1: Sente-se sobre uma superfície firme, com a perna estendida; passe uma faixa ou uma toalha pela parte da frente do pé, próximo aos dedos, para poder puxá-lo suavemente em direção ao corpo, mantendo os joelhos esticados. Tracione e mantenha a força por 30 segundos. Repita três vezes o mesmo exercício. Não ultrapasse o limite da dor.

Exercício nº 2: Fique na posição de pé, conforme a figura abaixo, com as mãos espalmadas e apoiadas na parede. O pé com dor deverá ficar posicionado atrás, a 40 cm do outro pé, com o calcanhar no chão. Incline-se contra a parede, flexionando o joelho da frente até sentir o alongamento da parte de trás da panturrilha. Mantenha essa posição por 30 segundos e repita cinco vezes.

Exercício nº 3: Eleve os dedos do pé, mantendo o calcanhar rente ao chão. Mantenha esta posição por 10 seg, repetindo o movimento 10 vezes. Descanse um minuto e realize mais 10 repetições.

Exercício nº 4: Mantenha o calcanhar no chão e apanhe a toalha com os dedos do pé, largando em seguida. Repita o exercício por vinte vezes.

Exercício nº 5: Em pé, coloque a parte da frente do pé com dor na borda de um degrau, de maneira que o calcanhar fique sem apoio. Tente alcançar o fundo do degrau com o calcanhar, até sentir o alongamento do arco do pé. Mantenha o alongamento por 30 segundos. Repita o exercício cinco vezes.

Exercício nº 6: Sentado em uma cadeira, coloque uma lata de refrigerante congelada na planta do pé, rolando-a do calcanhar até a parte da frente do arco do pé e, depois, em sentido contrário. Repita esse movimento durante cinco minutos. Caso você tenha alguma doença que altera a sensibilidade dos pés, como diabetes, não utilize a lata congelada, mas sim em temperatura ambiente. 

 

Cortrel

Ortopedia e Reumatologia 

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